Quem é namorado preso por matar estudante de biologia em SC

Patricia Calderon
4 min de leitura
Quem é namorado preso por matar estudante de biologia em SC (Foto Reprodução)

José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, investigado pelo feminicídio de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, trabalhava como balconista em uma loja de materiais elétricos e energia solar em Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina. O jovem também havia aberto uma microempresa individual para atuar com entregas rápidas, registrada em junho deste ano e posteriormente baixada.

Segundo a investigação, José Gustavo não possuía registros criminais anteriores nem ocorrências relacionadas à violência doméstica. Familiares de Joviana, porém, afirmam que o rapaz apresentava um histórico de comportamento violento em relacionamentos anteriores. A defesa declarou que “seguirá atuando de maneira técnica e responsável” e “não pretende transformar a dor de nenhuma das famílias em objeto de disputa pública”.

Joviana foi encontrada morta pela polícia na manhã de segunda-feira (10). José Gustavo se apresentou à delegacia no mesmo dia e admitiu ter matado a estudante de biologia durante uma discussão. Segundo o relato prestado à polícia, ele aplicou um mata-leão na vítima, colocou o corpo dentro do próprio quarto e permaneceu na residência durante todo o fim de semana.

A prisão em flagrante foi realizada após a confissão e, depois da audiência de custódia, convertida em prisão preventiva.

A localização do corpo ocorreu depois que a mãe de Joviana percebeu algo estranho nas mensagens que recebeu pelo celular da filha. A família desconfiou que os textos não haviam sido escritos por ela.

Na sexta-feira (7), Joviana havia informado aos familiares que não voltaria para casa e que passaria a noite na residência do namorado. Depois disso, a comunicação com a família passou a apresentar mudanças que chamaram a atenção da mãe.

José Gustavo trabalhava no atendimento ao público de uma loja especializada em materiais elétricos e energia solar em Morro da Fumaça, município próximo a Sangão. Ele também aparecia como responsável por uma empresa individual voltada a serviços de entrega rápida. O registro foi aberto em junho de 2026 e atualmente consta como baixado.

Embora não tivesse antecedentes, a família de Joviana afirma que o comportamento do investigado com antigas companheiras já era motivo de preocupação.

“A família dele mesmo disse que ele era proibido de levar mulheres para casa por que ele é a ‘ovelha negra da família’. A nossa família e a Joviana não sabíamos dessa informação”, contou ao g1 Lívia Iankovski, irmã de Joviana.

O delegado Murilo Silveira da Cunha, que conduz o caso, afirmou que o relacionamento entre José Gustavo e Joviana era “conturbado”.

“Era comum, segundo relatos do próprio autor, que ele levasse não só a vítima, como outras pessoas para o seu quarto, fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado, sem que as pessoas que ele levava tivessem contato com os seus familiares ou com qualquer pessoa que estivesse na casa”, explicou.

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