Marco Rubio responde a Flávio Bolsonaro em carta e reforça defesa de tarifas contra o Brasil

Patricia Calderon
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Flávio Bolsonaro (Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado / Arte: Portal Paulo Mathias)

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, encaminhou uma carta ao senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação foi uma resposta a uma comunicação anterior do parlamentar e também à sua visita recente a Washington. No texto, datado de 23 de junho de 2026, Rubio reafirma a posição do governo norte-americano sobre a possibilidade de novas tarifas contra o Brasil e menciona a discussão sobre a classificação de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Na mesma correspondência, Rubio menciona declarações do representante comercial dos Estados Unidos, o embaixador Jamieson Greer, indicando que Brasil e Estados Unidos seguem com divergências relevantes sobre o desfecho de uma investigação comercial em andamento. O processo avalia alegações de práticas brasileiras consideradas prejudiciais ou restritivas ao comércio com o mercado norte-americano. Essa análise está ligada a medidas tarifárias discutidas entre os dois países e ao andamento da apuração conduzida pelo governo dos EUA.

A investigação foi aberta em julho de 2025 sob solicitação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o United States Trade Representative. O governo norte-americano avalia a adoção de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros como parte das possíveis respostas ao resultado do processo.

No documento, Rubio afirma: “Ele [Jamieson Greer] propôs uma ação responsiva para comentário público. Esta determinação e a proposta de ação responsiva [sobretaxas] decorrem de uma investigação iniciada em julho de 2025 sob a direção específica do Presidente Trump”, diz um trecho da carta, traduzido para o português.

Ao abordar a classificação das organizações criminosas brasileiras como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e “Organizações Terroristas Estrangeiras”, o secretário também registra agradecimento ao apoio manifestado pelo senador. Ele acrescenta que essas redes representam risco à segurança no hemisfério.

“Os Estados Unidos reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em nosso hemisfério compartilhado. Ao visar suas redes financeiras, de drogas e de armas, estamos tomando medidas decisivas para proteger os povos brasileiro e americano do crime organizado transnacional”, prossegue Rubio.

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