O ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) apresentou picos moderados de pressão alta ao longo da semana, segundo boletim médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os episódios de pressão alta foram controlados com ajustes pontuais na medicação já utilizada. O documento também informa que o tratamento para crises recorrentes de soluço foi mantido dentro dos parâmetros de segurança, sem alterações na prescrição.
Os médicos também observaram efeitos colaterais da medicação, como sonolência durante o dia e instabilidade no equilíbrio. Além disso, os exames apontam que os pulmões de Jair Bolsonaro ainda apresentam sequelas da pneumonia contraída em março deste ano.
Bolsonaro está em acompanhamento médico domiciliar, e os boletins de saúde são enviados semanalmente ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da execução penal do político em prisão domiciliar. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
No fim de março, ele obteve autorização para permanecer em prisão domiciliar humanitária monitorada por 90 dias, devido à gravidade do seu estado de saúde.
Em prisão domiciliar por motivos médicos, Bolsonaro aguarda decisão de Moraes sobre a possível prorrogação do benefício. O prazo terminou na última quinta-feira (25), e o magistrado avaliava estendê-lo por mais 90 dias. No entanto, a apreensão de uma arma de Jair Bolsonaro com um de seus seguranças durante uma blitz teria levantado questionamentos à Corte.
