Após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, forças de segurança do Estado de São Paulo realizaram neste sábado (27) uma força-tarefa de fiscalização de locais usados para saltos em altura.
As operações ocorreram em 11 pontos mapeados pelo governo estadual e contaram com a participação de policiais militares e agentes do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Confira, os locais:
- Pedreira do Dib, em Mairiporã;
- Viaduto Sumaré, em São Paulo;
- Parque Caminhos do Mar, em Cubatão;
- Caminho dos Pilões, em Cubatão;
- Pedra do Maluf, em Guarujá;
- Parques e Rio Jacaré Pepira, em Brotas;
- Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí;
- Horto Florestal, Tarundu e Zoom Bike Park, em Campos do Jordão;
- Pedra Grande, em Atibaia;
- Pedra do Índio, em Botucatu;
- Cachoeira Can Can, em Ibaté.
Após uma reunião emergencial no dia 16, envolvendo a Defesa Civil e as secretarias estaduais de Turismo, Esportes e Segurança Pública, o governo decidiu pela medida. O encontro foi motivado pela morte de Maria Eduarda. Vale destacar, que nenhuma irregularidade foi encontrada durante as fiscalizações e não houve apreensões.
Segundo o Estado, o objetivo das força-tarefa é orientar os praticantes sobre as medidas de segurança necessárias, bem como vistoriar os equipamentos usados e as empresas responsáveis pela organização das atividades esportivas.
O governo afirma que o rope jump ainda não possui regulamentação no Brasil. Apesar disso, estão em análise medidas para estruturar o controle da atividade, incluindo fiscalização das empresas que oferecem o serviço e a identificação dos locais com maior ocorrência de acidentes.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram que a Maria foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros pelos instrutores sem estar presa à corda de segurança estivessem devidamente fixadas ao corpo, o que resultou na queda.
No vídeo, é possível ouvir uma pessoa gritando “Gente, a corda!” imediatamente após a mulher ser atirada da plataforma pelos funcionários da empresa Entre Cordas. Em seguida, a corda pode ser vista caída no chão.
A estudante recebeu os primeiros socorros de pessoas que estavam na trilha no momento do acidente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas constatou o óbito no local.
A Polícia Civil concluiu na última segunda-feira (22) o primeiro inquérito que investiga o caso e indiciou por homicídio com dolo eventual os três homens presos logo após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Eles são os instrutores que aparecem no vídeo lançando a jovem da ponte.
