Mendonça diz ter sido monitorado pela Polícia Federal

Patricia Calderon
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"Juiz não é estrela", afirma André Mendonça ao defender atuação discreta no Judiciário (Foto: STF)

O ministro André Mendonça afirmou que foi alvo de um “monitoramento sistemático e ilegal” realizado pela Polícia Federal durante mais de 30 dias. De acordo com a decisão, relatórios de inteligência registraram autorização para “monitoramento e coleta dirigida” de informações relacionadas ao magistrado e ao advogado-geral da União.

A partir dos elementos apresentados no caso, Mendonça ordenou o afastamento temporário de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e de Leandro Almada, responsável pela área de Inteligência Policial. O ministro também determinou a realização de apurações nas esferas criminal e administrativa para verificar como os relatórios foram produzidos.

Segundo Mendonça, os documentos analisados foram recebidos entre 3 e 31 de agosto. Para o ministro, o intervalo registrado nos materiais aponta para uma atividade de acompanhamento que teria durado mais de um mês.

As providências adotadas têm caráter preventivo. Portanto, não significam que os dirigentes afastados tenham sido considerados culpados ou que já exista uma conclusão definitiva sobre eventuais responsabilidades.

As investigações deverão esclarecer como ocorreu o monitoramento, quais foram as circunstâncias envolvidas na elaboração dos relatórios e se houve participação ou responsabilidade de integrantes da Polícia Federal.

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