O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para tratar do afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.
A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também afastou Leandro Almada da Costa do cargo de diretor de Inteligência da PF. Além disso, o magistrado ordenou a abertura de investigações para apurar a elaboração de relatórios de inteligência que teriam acompanhado autoridades.
A Advocacia-Geral da União deve apresentar a reação do governo à decisão. O recurso terá como principal argumento a avaliação de que Mendonça interferiu em uma atribuição reservada ao presidente da República, responsável pela nomeação e pela exoneração do diretor-geral da Polícia Federal.
O episódio amplia a discussão sobre os limites da atuação do Supremo em decisões relacionadas à estrutura da Polícia Federal. O caso também coloca em debate a divisão de competências entre os Poderes e até que ponto uma decisão judicial pode alcançar funções atribuídas ao Executivo.
