Delator diz ter enviado US$ 12,3 milhões ao fundo de advogado próximo a Eduardo Bolsonaro

Patricia Calderon
2 min de leitura
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

Em acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, relatou ter feito sete transferências para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. Segundo ele, os pagamentos foram realizados por orientação de Daniel Vorcaro e totalizaram US$ 12,3 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 69 milhões na época.

As operações teriam ocorrido entre fevereiro e setembro de 2025. O Havengate é administrado pelo advogado especializado em imigração Paulo Calixto e recebeu recursos destinados ao financiamento de “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

A investigação passou a envolver Eduardo Bolsonaro a partir da análise sobre a utilização dos valores enviados ao fundo. A Polícia Federal e a PGR apuram se os US$ 12,3 milhões foram empregados integralmente na produção de “Dark Horse” ou se uma parcela do dinheiro pode ter sido usada para bancar a permanência de Eduardo nos Estados Unidos.

Eduardo se transferiu para o Texas em fevereiro de 2025, justamente quando começaram os pagamentos mencionados por “Mineiro”. Até o momento, entretanto, não há confirmação de que o deputado tenha recebido parte dos valores ou de que o dinheiro tenha sido utilizado para custear sua estadia no país.

O relato confirmado na colaboração é que “Mineiro” afirmou ter realizado sete transferências, que totalizaram US$ 12,3 milhões, ao Havengate por solicitação de Vorcaro. Também consta que o fundo participou do financiamento do filme.

A principal questão ainda em análise é o destino final do dinheiro. PF e PGR buscam determinar se a totalidade dos recursos foi direcionada à produção cinematográfica ou se houve outra finalidade para parte dos valores.

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