Polícia Civil realiza reconstituição da morte de casal de idosos em apartamento de Belo Horizonte

Patricia Calderon
3 min de leitura
Tudo o que se sabe sobre a morte brutal de casal de idosos em BH (Foto Reprodução Redes Sociais)

A Polícia Civil de Minas Gerais realizou nesta terça-feira (8) a reconstituição dos assassinatos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A reprodução simulada ocorreu no apartamento onde o casal vivia, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e contou com a participação da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como principal investigada pelo crime.

A atividade foi conduzida pelos investigadores no imóvel das vítimas com o objetivo de comparar a versão apresentada pela suspeita com os elementos reunidos durante a perícia, buscando esclarecer a sequência dos acontecimentos.

Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde foram encontrados mortos no dia 30 de junho pelo filho, que decidiu ir ao apartamento após não conseguir contato com os pais. A investigação concluiu que o caso é tratado como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.

Segundo a perícia, o advogado sofreu mais de 40 golpes de faca, enquanto a empresária foi atingida por sete facadas. Ambos também apresentavam lesões compatíveis com tentativa de defesa.

As investigações indicam que o crime ocorreu no dia anterior, quando Paola Stefany Neto Cirino esteve no imóvel para cumprir o primeiro dia de trabalho como diarista. Conforme a Polícia Civil, ela havia sido indicada por um familiar das vítimas para realizar uma faxina no apartamento.

A suspeita foi presa no dia 2 de julho em um hotel na cidade de Itabira, onde estava acompanhada do filho de seis anos. De acordo com os investigadores, ela confessou os assassinatos.

Ainda conforme a Polícia Civil, Paola declarou que dopou o casal com um medicamento antes de atacá-los utilizando uma faca encontrada na própria residência. Após o crime, ela teria levado relógios, joias, celulares e outros objetos de valor.

Imagens das câmeras de segurança do edifício registraram os momentos de entrada e saída da suspeita no dia do crime.

A investigação prossegue para identificar se outras pessoas participaram da fuga da investigada ou auxiliaram na comercialização dos bens roubados. Os policiais também trabalham para localizar a faca utilizada nos assassinatos e recuperar todos os objetos levados do apartamento.

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