Rope Jump: MP denuncia 4 por homicídio de jovem jogada sem corda

Patricia Calderon
3 min de leitura
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser arremessada sem cordas durante um salto de rope jump - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado de São Paulo apresentou denúncia, na terça-feira (7), contra quatro pessoas investigadas pela morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos. A jovem morreu no dia 13 de junho após ser arremessada sem corda de segurança da Ponte do Esqueleto, em Limeira, durante a prática de rope jump.

A denúncia será analisada pela Justiça de São Paulo. Caso seja aceita, os acusados passarão a responder por homicídio com dolo eventual, quando há assunção do risco de provocar a morte, com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo o MPSP, os denunciados tinham conhecimento dos riscos envolvidos na atividade, mas deixaram de adotar as medidas necessárias para garantir a segurança de Maria Eduarda.

Três dos acusados atuavam como instrutores da empresa Entre Cordas, contratada pela vítima para realizar o salto. Foram denunciados Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves.

De acordo com as investigações, os três participaram diretamente do lançamento da jovem. Eles foram presos em flagrante após o acidente e, posteriormente, tiveram as prisões convertidas em preventivas.

A quarta denunciada é Evelyne dos Santos Gonçalves. Além da acusação de homicídio, ela também responde por fraude processual. Conforme o Ministério Público, ela teria tentado retirar a câmera acoplada ao corpo da vítima com o objetivo de dificultar a produção de provas durante a investigação.

Ainda segundo a apuração, Evelyne era responsável pela organização da logística da empresa, pela captação de clientes e pelas ações de divulgação comercial. Para o MPSP, essas atribuições também lhe conferiam a responsabilidade de assegurar que a atividade fosse realizada dentro dos padrões mínimos de segurança.

Na denúncia, o Ministério Público também solicitou a manutenção da prisão preventiva dos três instrutores. Em relação a Evelyne, o órgão pediu que a prisão temporária seja convertida em preventiva.

Os promotores ainda requereram que a Justiça fixe uma indenização mínima de R$ 200 mil como reparação pelos danos causados aos familiares da vítima.

MARCADO:
Compartilhar este artigo