A Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser jogada de cerca de 30m de altura sem cordas ao pular de rope jumping, já registrou outros acidentes graves.
Em áudio exclusivo em que a jornalista Patrícia Calderón, do Portal Paulo Mathias teve acesso, uma ex-funcionária da empresa “Entre Cordas”, que teve a identidade preservada, afirma ter presenciado um acidente no local e disse que decidiu deixar a equipe após o episódio.
Segundo o relato, a responsável pela operação, Evelyne dos Santos Gonçalves, priorizava a repercussão nas redes sociais e o número de visualizações, em vez de adotar as medidas de segurança necessárias para a atividade. “Fiquei muito chateada pela ambição que ela tinha por mídia e tudo mais”, destacou.
“Ela sempre foi muito focada em mídia. Sempre quis ser maior do que as outras equipes. Isso é o que mais me revolta, porque, no dia em que ele caiu, ela olhou para ele e disse: ‘Não perca o medo de cair, nem de saltar, porque você ainda vai ficar muito famoso e ganhar muitos seguidores’. Eu fiquei muito indignada, porque havia tantas coisas que ela poderia dizer para o menino, e resolveu falar de mídia e de seguidores. Ele nem entendia isso”, acrescentou.
Segundo ela, a ancoragem responsável por travar a corda na ponte não teria sido feita corretamente ou estaria mal executada. Com isso, o sistema não conseguiu impedir o deslocamento durante o salto, fazendo com que a corda cedesse até que a vítima atingisse o chão. Apesar do susto, o garoto sofreu apenas escoriações pelo corpo e passa bem.
O rope jumping é uma modalidade de esporte radical em que o participante salta de uma plataforma preso a um sistema de cordas, em uma dinâmica semelhante à do bungee jump.
A principal diferença entre as duas práticas está no equipamento utilizado: enquanto o bungee jump emprega uma corda elástica, o rope jumping utiliza cordas estáticas e um sistema de ancoragem que permite controlar o movimento do salto, que no caso teria falhado.
Na atividade, o praticante é preso por equipamentos de segurança fixados à cintura ou ao peitoral, o que garante uma posição corporal diferente durante o salto e ajuda a distribuir as forças geradas pela atividade.



