Propaganda abusiva de bets na CazéTV é suspensa pelo Conar durante a Copa

Douglas Lima
2 min de leitura
Conar emite liminar que suspende propaganda abusiva de bets na CazéTV - Foto: Divulgação

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) determinou, por meio de liminar, a suspensão de propagandas que considera abusivas de casas de apostas exibidas pela CazéTV durante a Copa do Mundo.

De acordo com as informações do colunista Gabriel Vaquer, do jornal Folha de S. de Paulo, a decisão foi assinada na última sexta-feira (26) pelo conselheiro relator Luiz Celso de Piratininga Jr. Trata-se de uma medida emergencial e não de abertura de processo formal, já que o caso ainda está em análise no Conselho de Ética do Conar.

Não está claro quais práticas estão vetadas com essa decisão e quais seguem liberadas para o canal de Casimiro. No despacho, Piratininga cita possíveis infrações às normas éticas da publicidade pela CazéTV, ao combinar a atuação de narradores e comentaristas com ofertas de apostas em tempo real durante os lances dos jogos.

A investigação mira ações de merchandising que promoviam odds (probabilidades de ganho) especiais consideradas de difícil ocorrência. Além da CazéTV, também serão notificadas as casas de apostas Betnacional, Bet365 e KTO.

Segundo o despacho do Conar, a estrutura das peças publicitárias pode ter violado o Anexo X do CBAP (Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária), que estabelece regras específicas para o segmento de apostas desde dezembro de 2023.

O conselheiro afirma que a utilização de apresentadores e comentaristas para estimular apostas, com discursos que reforçam urgência para palpites em tempo real, pode levar o consumidor a interpretar de forma equivocada as chances reais de vitória.

Em nota, o canal de Casimiro informou que ajustou as peças publicitárias de casas de apostas exibidas em suas transmissões após críticas do público. Apesar disso, o Conar determinou, em caráter liminar, a suspensão imediata da veiculação desse tipo de conteúdo.

O órgão também fixou um prazo de cinco dias úteis para que a CazéTV e as empresas do setor apresentem as medidas adotadas para adequação às regras de publicidade responsável, com atenção especial à proteção de crianças e adolescentes.

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