Investigação sobre tenente baleado na cabeça, já soma seis mortes e três presos

Douglas Lima
5 min de leitura
O tenente da Rota Ronickson Pimentel, baleado na cabeça - Foto: Reprodução/Instagram

A investigação sobre o atentado que deixou baleado o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel (1993-2008), atingido por um tiro na cabeça em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, já resultou na prisão de três suspeitos e na apuração da morte de seis homens inicialmente apontados como suspeitos de envolvimento no caso.

A prisão mais recente ocorreu na noite da última terça-feira (7), quando policiais militares prenderam um homem apontado como suspeito de dar apoio aos executores do atentado. Segundo a Polícia Militar, ele foi identificado como o responsável por abandonar a motocicleta utilizada no crime e também teria limpado as impressões digitais deixadas no veículo.

Localizado na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, o suspeito foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O homem já tinha um mandado de prisão em aberto.

Além dele, a investigação também apura a participação de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias”, “Chavinho” ou “Peruca”, indicado pela polícia como o provável responsável pelos disparos contra Ronickson Pimentel.

Enquanto busca identificar todos os envolvidos no atentado, a Polícia Civil também investiga a morte de seis homens que foram apontados, em diferentes momentos, como possíveis suspeitos do caso. Até o momento, porém, não há comprovação de que qualquer um deles tenha ligação direta com o crime.

Dois dias após o atentado, em 29 de junho, foram registradas as primeiras duas mortes relacionadas à investigação. Na Estrada Aricanduva, na Zona Leste da capital paulista, um homem investigado por possível envolvimento no caso morreu durante uma abordagem policial. Segundo os agentes, ele teria atirado contra a equipe. No mesmo dia, outro suspeito foi morto na Vila Galvão, em Guarulhos. Conforme o relato registrado pela polícia, o homem teria feito um movimento indicando que sacaria uma arma durante a ação da Rota.

No dia 2 de julho, a investigação registrou mais dois mortos. Em Guaianases, um homem morreu durante uma abordagem policial. Segundo a PM, ele teria reagido à ação dos agentes. Já em Peruíbe, no litoral paulistano, outro suspeito morreu após uma perseguição que terminou em confronto, conforme informou a corporação.

As duas últimas mortes ocorreram na zona sul da capital. No Jardim Miriam, um homem morreu após um confronto com os agentes durante um patrulhamento na Favela do Arrebento. No Jardim São Luís, outro suspeito foi baleado e morreu após uma equipe policial relatar ter sido recebida a tiros durante uma ação motivada por uma denúncia de tráfico de drogas.

Ronickson foi atingido por um disparo na cabeça no dia 27 de junho na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O policial saía de uma academia quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. Eles pararam ao lado do agente e, em seguida, efetuaram os disparos. O agentecaiu no chão logo após ser atingido. A dupla fugiu na sequência.

Segundo a Polícia Militar, ele recebeu os primeiros socorros do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda no local e, em seguida, foi encaminhado a uma unidade hospitalar pelo helicóptero Águia, do Grupamento Aéreo da Polícia.

Desde o ataque, ele permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. De acordo com o último boletim divulgado pela Rota nesta quarta-feira (8), ele está em estado grave, mas apresenta estabilidade clínica e sinais de melhora.

O boletim médico também informa que o quadro infeccioso apresentou evolução positiva, com redução nos índices dos exames laboratoriais e ausência de febre. A pressão intracraniana segue estável, em níveis baixos, e o dispositivo de drenagem permanece funcionando normalmente. Ronickson Pimentel dos Santos segue entubado, em ventilação mecânica e sob sedação.

MARCADO:
Compartilhar este artigo