Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) encaminharam uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo a convocação imediata de uma sessão pública do plenário. No documento, o grupo afirma que o tribunal atravessa sua “mais aguda crise” e solicita uma manifestação institucional diante dos acontecimentos recentes.
Os signatários querem que o plenário analise a situação e determine a “apuração imediata e rigorosa, sob o devido processo legal” dos fatos que, segundo eles, estariam comprometendo o prestígio e a autoridade do Supremo. A proposta é que a investigação seja conduzida formalmente pela própria Corte.
Embora não mencione diretamente o ministro Alexandre de Moraes, o documento foi divulgado em um momento de tensão no STF. A manifestação ocorre após o episódio que envolveu Moraes e o ministro André Mendonça.
A carta foi assinada pelos ex-ministros Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
Na avaliação dos ex-integrantes do Supremo, os acontecimentos chegaram a um ponto que exige uma reação conjunta do tribunal. O objetivo defendido no documento é que o STF apure oficialmente os fatos e esclareça a situação por meio de seus próprios mecanismos institucionais.
