O campeão do BBB 24, Davi Brito apareceu revoltado nas redes sociais após o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinar o fim das bets no Brasil.
O posicionamento aconteceu horas após o Governo Federal editar uma Medida Provisória (MP) que proíbe as apostas esportivas no Brasil, incluindo a comercialização, divulgação, intermediação e oferta online. Irritado, ele questionou se o fim do mercado regulamentado seria suficiente para impedir a continuidade das apostas no país.
“Se você acabar com o mercado regulamentado, o brasileiro vai simplesmente parar de apostar? Vocês acham que o brasileiro vai parar de apostar?”, perguntou.
Na sequência, ele argumentou que apostadores que quiserem continuar utilizando esse tipo de serviço poderão recorrer a plataformas ilegais, que não estariam sujeitas às mesmas regras, fiscalização e mecanismos de proteção ao consumidor.
“O brasileiro que quiser apostar pode simplesmente procurar hoje uma plataforma ilegal e apostar, sem fiscalização, sem as mesmas regras, sem transparência e sem proteção ao consumidor”, destacou.
O ex-BBB também fez uma distinção entre fechar empresas irregulares e encerrar o mercado legal como um todo. “Porque uma coisa é você fechar empresa que está irregular. Outra coisa é você fechar o mercado regulamentado e imaginar que o jogo vai desaparecer. Não vai!”, frisou.
“Porque acabar com o mercado legal não significa necessariamente acabar com as apostas no Brasil. Pode significar apenas entregar o mercado para quem não respeita regra nenhuma”, acrescentou.
Davi também afirmou não defender apostas irresponsáveis e declarou apoio à regulamentação e à fiscalização do setor, à punição de operadores irregulares e à criação de medidas de proteção para menores de idade e pessoas com dificuldade para controlar os gastos.
“Eu não estou aqui para defender a aposta irresponsável e irregular de ninguém. Quem tem problema com jogo, meu irmão, precisa se tratar, precisa de limite, precisa ter acesso a ferramentas de bloqueio e tratamento imediato”, comentou. “É possível regular, fiscalizar, punir quem descumpre as regras e proteger quem precisa ser protegido”, continuou.
“Então eu te pergunto: se o problema são as bets ilegais, por que não fortalecer ainda mais as bets legais e combater quem está fora da regulamentação?”, questionou.
