Luiz Eduardo Baptista, o Bap, comentou, nesta sexta-feira (25), os possíveis impactos que uma eventual proibição das apostas esportivas no Brasil poderia causar nas finanças do Clube Regatas do Flamengo.
O presidente do Flamengo estimou que o clube pode perder entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões por ano caso o Governo Federal proíba as apostas esportivas no Brasil.
“Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, disse o dirigente em entrevista exclusiva ao canal CNN Brasil.
Mais cedo, o clube carioca publicou uma nota oficial em que se posicionou contra a Medida Provisória que restringe a operação das empresas de apostas esportivas no território brasileiro.
“O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar. E o resultado pode ser menos segurança para quem investe, menos recursos para o esporte e para o país e menos capacidade de fiscalização sobre a atividade”, escreveu o Flamengo em parte do comunicado.
O Mengão é patrocinado pela Betano, que concordou em pagar R$ 266 milhões por ano para estampar sua marca no espaço principal do uniforme. O contrato, atualmente, é apontado como o maior patrocínio do futebol brasileiro. A casa de apostas também patrocina competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
A MP do Governo Federal será encaminhada para votação do Congresso Nacional e tem validade inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, embora o teor exato do texto ainda é desconhecido. Existe a possibilidade de um veto total ou parcial, como a desabilitação de cassinos online e o fim da publicidade relacionada aos jogos.
“Nós vamos acabar com as bets e os times que aprendam a virar times de empresários. Não é uma guerra, é uma decisão”, afirmou o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato político com artistas no Rio de Janeiro, na última terça (23).
