A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, em fevereiro. A decisão foi tomada na quarta-feira (17/06) pela juíza Michelle Porto Carreiro, após nova avaliação sobre a necessidade de manter o oficial detido antes do julgamento. Segundo a magistrada, não surgiram fatos novos que alterassem o entendimento das decisões anteriores.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, os motivos que levaram à prisão continuam presentes, especialmente porque o processo se aproxima da fase de depoimentos das testemunhas e análise das provas em audiência. Para a juíza, a liberdade do acusado neste momento poderia prejudicar o andamento dessa etapa da ação penal.
Na decisão, Michelle Porto Carreiro afirmou que a manutenção da prisão preventiva é necessária diante das circunstâncias do caso e do estágio atual do processo. Com isso, Geraldo seguirá detido até uma nova avaliação judicial ou até o julgamento.
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Desde o início das investigações, o tenente-coronel sustentou que a esposa teria tirado a própria vida, alegando que ela não teria aceitado o término do relacionamento.
Inicialmente, o caso foi tratado pelas autoridades como uma morte suspeita. Com o avanço da apuração, porém, a investigação passou a apontar Geraldo Leite Rosa Neto como principal suspeito pelo feminicídio da esposa.
