O advogado goianiense Matheus Menezes Matos, de 25 anos, teve o recurso administrativo rejeitado após ser considerado inapto novamente nos exames biofísicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. A decisão foi divulgada pela Fundação Getulio Vargas, responsável pela organização do certame, que manteve a classificação do candidato como “inapto sub judice PcD”.
Matheus ganhou destaque nacional após denunciar que teria sofrido discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF). O advogado, que tem nanismo, questionou a realização das provas sem adaptações específicas para participantes com deficiência.
Em entrevista ao g1, Matheus afirmou que já esperava a negativa do pedido apresentado à banca organizadora e disse que ainda analisaria a resposta antes de decidir quais medidas tomar.
“Eu já esperava a recusa da banca no recurso administrativo, como quase na maioria das vezes acontece. Eu ainda não analisei a resposta deles, então não decidi o que irei fazer adiante”, declarou.
O candidato havia contestado os critérios aplicados durante a etapa física do concurso e defendido que pessoas com deficiência deveriam ter condições adaptadas para a realização dos testes, considerando as particularidades de cada caso.
