Caso idosos de BH: suspeita teria ligado para parente das vítimas após o crime

Patricia Calderon
3 min de leitura
Casal é encontrado morto dentro de apartamento com marcas de facadas em BH (Foto: Redes sociais)

A mulher suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, teria entrado em contato com um familiar das vítimas poucas horas após o crime. De acordo com o advogado Vinícius Mitre, primo de Maria Clotilde e responsável por indicar a diarista para trabalhar na residência do casal, a ligação aconteceu na segunda-feira (29), por volta das 13h35, utilizando o celular da empresária. Cláudio e Maria Clotilde foram mortos a facadas no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

Segundo Vinícius, a autora da ligação foi Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, principal suspeita do duplo homicídio. Durante a conversa, ela afirmou que Maria Clotilde estaria passando mal enquanto organizava a mudança para um imóvel menor e que havia tentado prestar auxílio.

Ao relatar a situação, Paola disse que Maria Clotilde estava deitada no quarto e afirmou ter verificado sua pressão arterial, alegando que não havia encontrado alterações.

“A Titi está passando mal. Ela está vendendo os móveis dela, algumas coisas, porque ela está se mudando para um apartamento menor, então eu estou ajudando ela a encaixotar, mas ela está deitada lá na cama. Eu estou vendo que ela está passando mal, já fui lá tirar a pressão dela, mas está tudo bem”, teria relatado Paola ao advogado.

Ainda conforme o depoimento de Vinícius, a diarista informou que Cláudio Atala estava dormindo e insistiu para que ele não tentasse fazer contato com o advogado.

“Aí ela falou assim, ‘não liga para o Cláudio, não. Não liga, não, por favor, não ligue para ele’”, disse Vinícius.

O advogado contou que respondeu dizendo que não acompanhava de perto a rotina da prima e orientou a suspeita a procurar o marido de Maria Clotilde ou o filho do casal para prestar assistência.

“Falei: ‘Paola, você está me ligando para quê? Não tenho nada a ver com isso, ela é minha prima, mas eu não sou um primo presente. O marido dela está aí, está deitado, está na cama. Vai lá e acorda ele, se a mulher está passando mal. Ele tem um filho, chama Felipe, pega o telefone dele e liga. Não fica me incomodando com essas coisas. Eu não tenho nada com isso’”, contou o advogado.

Vinícius também afirmou que, naquele momento, estranhou a informação de que Cláudio Atala estivesse dormindo, principalmente porque havia uma partida da Seleção Brasileira naquele dia. Mesmo assim, disse que não imaginou que algo grave pudesse ter acontecido e reforçou a orientação para que Paola procurasse o filho do casal.

De acordo com o relato do advogado, a ligação foi realizada utilizando o telefone celular de Maria Clotilde.

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