Suspeita de matar casal de idosos em BH levou R$ 200 mil em itens da casa

Patricia Calderon
3 min de leitura
Tudo o que se sabe sobre a morte brutal de casal de idosos em BH (Foto Reprodução Redes Sociais)

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como principal suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, fez uma confissão informal à polícia após ser presa. Segundo as investigações, ela afirmou que ficou “encantada” com a residência do casal e revelou que o interesse pelos bens encontrados no imóvel motivou o crime.

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, responsável pela investigação, Paola havia sido contratada para realizar um serviço de limpeza quando decidiu praticar o roubo. Conforme o relato apresentado aos investigadores, ela percebeu a existência de joias, relógios e dinheiro na casa, o que despertou o interesse em cometer o crime.

Ao comentar o caso, Gustavo Barletta informou que a investigada também declarou ter sofrido um “surto psicótico” no momento do crime. Segundo o delegado, Paola afirmou possuir um histórico de problemas relacionados à saúde mental e disse ter ouvido vozes antes dos assassinatos.

“Ela contou que quando estava trabalhando ficou encantada com a residência e, daí, surgiu o interesse em praticar o crime contra o patrimônio. Ela contou que viu as joias, relógios e uma quantia em dinheiro”, disse o responsável pela investigação à TV Record.

“Essas vozes determinaram que ela cometesse o assassinato do casal. Eu não me recordo de um crime contra o patrimônio com essa quantidade de golpes de faca”, disse Barletta.

Durante a investigação, a Polícia Civil estimou que os objetos levados da residência tenham valor aproximado de R$ 200 mil. Entre os itens estavam relógios, joias, roupas, óculos, objetos pessoais e dinheiro em espécie.

“A gente pode estimar em R$ 200 mil, mas esses valores na revenda no mercado paralelo que compra isso é fantasioso, ela inclusive confessou que vendeu tudo por R$ 3,3 mil. Não acho que deve ser mentira porque realmente na rua o que vale é o momento, a rapidez”.

Após a prisão, Paola foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal para a realização dos exames previstos em protocolo. Na sequência, a suspeita seria transferida para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional.

“O crime demonstra uma crueldade muito grande, um desprezo pela vida humana”, lamentou o delegado Barletta.

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