Plano para matar promotor em SP: polícia identifica e prende suspeitos

Nayara Vieira
3 min de leitura
Plano para matar promotor em SP: polícia identifica e prende suspeitos

Uma operação conjunta entre o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar, batizada de Operação Infiltrados, prendeu nesta terça-feira (9) o ex-estagiário do MPSP Gabriel Lira de Jesus, o investigador da Polícia Civil Maurício Aparecido de Oliveira e o ex-policial civil Itamar Gomes da Silva. A ação foi deflagrada para desarticular um esquema criminoso de vazamento de informações sigilosas e extorsão que contava com o apoio de agentes públicos infiltrados nas instituições de segurança do estado.

Quem era o alvo do plano: Amauri Silveira Filho: Promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Campinas. Era o alvo principal do atentado planejado pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Quem é quem entre os presos e investigados

Gabriel Lira de Jesus (Ex-estagiário do MPSP):

Papel no esquema: utilizava seu cargo no Ministério Público para acessar sistemas internos e obter informações privilegiadas. Ele identificava criminosos de alto poder aquisitivo para extorquir dinheiro em troca de “proteção” em investigações.

Status: apontado como membro do grupo ligado ao PCC que planejava a morte do promotor. Foi preso pelo 1° Baep em uma mansão luxuosa em Campinas, onde foram apreendidos documentos e eletrônicos.

Maurício Aparecido de Oliveira (Policial Civil):

Papel no esquema: suspeito de fornecer informações “privilegiadas e sensíveis” ao grupo. Na época do planejamento do atentado, ele era o chefe da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Campinas; atualmente estava no 1° DP da cidade. Foi gravado em uma reunião com um dos mentores do crime um dia antes de o atentado ser frustrado.

Status: preso pela Corregedoria da Polícia Civil e encaminhado a uma penitenciária exclusiva para policiais.

Policial Penal (nome não divulgado):

Papel no esquema: assim como os outros, utilizava-se do cargo público para obter benefícios ilegais no esquema, embora sua função exata não tenha sido detalhada pelo Gaeco.

Status: preso pela Corregedoria da Polícia Penal no município de Cardoso, no interior de São Paulo.

José Ricardo Ramos (empresário):

Papel no esquema: identificado como um dos principais mentores do plano de execução contra o promotor Amauri Silveira.

Status: já havia sido preso anteriormente, em agosto de 2025, na operação que frustrou o atentado.

Mais detalhes da operação: a ação também realizou buscas em um escritório de advocacia, contando com o apoio da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além das corregedorias das polícias Civil e Penal.

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