A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, criticou publicamente o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, afirmando categoricamente que “gênero não é salvo-conduto para a prática de crime”.
Em entrevista ao podcast POD_i, da GloboNews, a magistrada reforçou que Monique foi devidamente condenada pelo júri popular e defendeu que a aplicação da lei e a responsabilização penal devem ocorrer de forma estritamente igual para homens e mulheres.
No julgamento, os jurados desclassificaram a acusação de homicídio por omissão para homicídio culposo (sem intenção de matar). Após essa decisão, a juíza concedeu o perdão judicial a Monique. Já o ex-vereador Dr. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry.
