Um preso e um investigado suspeitos de iniciarem incêndio na Espanha

Patricia Calderon
3 min de leitura
Um preso e um investigado suspeitos de iniciarem incêndio na Espanha (Foto Reprodução Redes Sociais)

A Guarda Civil da Espanha prendeu, nesta sexta-feira (24), um homem suspeito de provocar o incêndio florestal que se espalhou pela região próxima a Madri e é tratado pelas autoridades como o maior já registrado nas comunidades vizinhas à capital espanhola. Outro homem também é investigado por suposta participação no caso. Segundo a corporação, ambos teriam utilizado maquinário pesado em uma área onde esse tipo de atividade era proibido, provocando faíscas que deram origem às chamas.

O incêndio começou no município de Burgohondo, na província de Ávila, localizada na comunidade autônoma de Castela e Leão, no centro-oeste da Espanha. A região faz divisa com a Comunidade de Madri e fica a cerca de 110 quilômetros da capital espanhola.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Guarda Civil afirmou que a origem do incêndio está relacionada ao uso irregular de equipamentos pesados no local onde o fogo começou. “A causa do incêndio foi uma grave imprudência: o uso de maquinário pesado na área onde o fogo começou, apesar de essa atividade estar totalmente proibida no local. Os dois investigados teriam provocado faíscas durante a operação desse maquinário, o que teria dado origem ao incêndio”, informou a corporação.

De acordo com o governo regional, pelo menos 19 mil pessoas foram retiradas de suas casas ou permanecem confinadas por causa do avanço das chamas. O incêndio já destruiu aproximadamente 6 mil hectares de vegetação.

A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, classificou a situação como uma tragédia inédita para a região. “Para um região como esta, com alta concentração de residências e população, é uma catástrofe. Nunca vivenciamos nada parecido”, declarou.

Ayuso afirmou que o principal objetivo das equipes de emergência é preservar vidas. Segundo ela, cerca de 1.200 idosos que vivem nas proximidades do incêndio estão sendo monitorados, enquanto quatro municípios já foram evacuados ou seguem em processo de retirada da população.

Além das evacuações, outras três localidades tiveram o confinamento determinado pelas autoridades. Até o momento, não há registro de vítimas fatais. Um dia antes do agravamento da situação, o governo espanhol decretou estado de emergência na Comunidade de Madri e na província de Ávila devido ao risco de vários focos de incêndio se unirem e ampliarem a área afetada.

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