A revista de fim de semana do jornal britânico Financial Times (FT), publicada neste sábado (26), trouxe a família Bolsonaro na capa. A reportagem afirma que, caso o senador e candidato à Presidencia da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a eleição presidencial de 4 de outubro, o clã Bolsonaro poderá se consolidar como uma “dinastia política”, em vez de ser vista como uma presença passageira na política brasileira.
Intitulada “Escândalo e sucessão na família Bolsonaro”, a matéria afirma que os integrantes oscilam entre “o conservadorismo e o caos” e descreve o grupo como “radical e disfuncional”. A capa traz uma caricatura inspirada na série americana Succession, que retrata a disputa entre três filhos pelo controle do império empresarial do pai.
“Eles praticam um estilo paranoico de política. Assim como a família Trump, personificam o espírito político dos anos 2020: o superficial e o sinistro, a fusão de celebridade, redes sociais e a busca pelo poder”, diz um trecho do texto.
Assinada por Michael Pooler, chefe da sucursal do FT no Brasil, a reportagem apresenta o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) como uma das principais figuras da extrema direita como “demagogo, porta-estandarte de um movimento populista conservador com tons religiosos que leva seu nome: o bolsonarismo”.
O texto também aborda a atuação de seus filhos e a sucessão política dentro da família, destacando como Flávio cresceu nos últimos meses de campanha eleitoral. Sobre o candidato, afirma que os mais céticos destacam que “Flávio, político profissional desde os 21 anos, nunca ocupou um cargo executivo”.
Também relembra um episódio ocorrido durante um debate eleitoral de 2016, quando o parlamentar disputava a Prefeitura do Rio de Janeiro. Na ocasião, Flávio Bolsonaro passou mal ao vivo e precisou deixar o palco. Segundo seu partido, o mal-estar teria sido provocado por uma intoxicação alimentar.
Já sobre o adversário de Flávio Bolsonaro, a revista afirma que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “Lula expõe uma visão socialmente progressista”. Também destacar, os comentários dos aliados do petista que reforça que o candidato “prioriza os pobres em um país profundamente desigual”. Mas que os críticos apontam que seu governo gasta demais, “condenando a décima maior economia do mundo à mediocridade”.
