Candidatos republicanos envolvidos em disputas acirradas passaram a defender o encerramento da guerra com o Irã, em uma mudança de posicionamento que os distancia do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A movimentação ocorre a poucas semanas das eleições legislativas de novembro, em meio à pressão causada pelo aumento dos preços dos combustíveis.
O republicano, por sua vez, mantém sua estratégia para o conflito e tem sinalizado que novas ações militares continuam entre as possibilidades.
Segundo informações do jornal The New York Times, Ashley Hinson, candidata republicana ao Senado por Iowa, defendeu o fim imediato do conflito. Durante uma entrevista coletiva na sexta-feira (25), ela afirmou estar “incrivelmente frustrada” com o aumento dos custos provocado pela guerra.
Mike Rogers, candidato republicano ao Senado por Michigan, também adotou um tom diferente sobre o conflito. Em um anúncio divulgado na última segunda-feira (21), ele afirmou que a guerra “precisa acabar”. Brinker Harding e o senador Jon Husted também passaram a defender o encerramento do conflito o mais rapidamente possível.
Trump, por sua vez, declarou na terça-feira (22) que poderá ampliar o conflito caso não consiga chegar a um acordo com o Irã. Durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o americano afirmou que poderia “aniquilar” o país iraniano.
“Mas tenho uma grande decisão a tomar… Vou firmar um acordo com o Irã que lhe permita se reconstruir e criar um país muito mais grandioso do que jamais foi, talvez um dos maiores do Oriente Médio ou até do mundo? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazer isso rapidamente, para nunca mais deixar que eles voltem a matar e destruir pessoas e países?”, declarou.
Vale destacar que, desde o início da guerra com o Irã, o conflito tem pressionado os preços dos combustíveis, como gasolina e diesel, além do óleo para aquecimento, gerando uma inflação global, afetando indiretamente taxas de juros e financiamentos. As taxas de hipoteca também chegaram a 7%, aumentando a pressão sobre os compradores de imóveis em meio ao cenário de inflação.
