A Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, expressão em inglês que significa “azarão”, cinebiografia do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL), pagou despesas do deputado federal Mário Frias (PL-SP) em 2025. Segundo as informações, foram cerca de R$ 136,8 mil em faturas de cartão de crédito e outros R$ 11,2 mil em gastos com hospedagens.
O deputado, que também atua como roteirista e produtor-executivo do longa, e Karina Gama, sócia da Go Up Entertainment, foram alvos de uma operação da Polícia Federal na última quinta-feira (10). A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido utilizados para financiar a obra.
As gravações ocorreram entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025. As despesas do Frias foram pagas entre 22 de agosto e 19 de novembro de 2025. As informações constam nos documentos da investigação, cujo sigilo foi retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, na sexta-feira (11).
Os valores variam de R$ 32,6 mil a R$ 36,8 mil. Confira: 22/08/2025: R$ 32.604,39 de cartão de crédito; 25/09/2025: R$ 34.164,08 de cartão de crédito; 21/10/2025: R$ 33.242,21 de cartão de crédito; 28/10 a 31/10/2025: R$ 3.675,00 de hospedagem; 31/10 a 04/11/2025: R$ 4.666,30 de hospedagem; 04/11 a 10/11/2025: R$ 7.560,00 de hospedagem; 19/11/2025: R$ 36.857,35 de cartão de crédito.
O parlamentar transferiu R$ 645 mil para a produtora, repasses considerados “incompatíveis” com a renda do parlamentar, segundo a investigação.
