76% acreditam que ministros do STF têm poder excessivo, indica Datafolha

Douglas Lima
2 min de leitura
Os ministros da Corte - Foto: Divulgação/STF

Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12), 76% dos brasileiros consideram que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concentram poder em excesso. Outros 18% discordam dessa avaliação, 3% não concordam nem discordam e 4% dos entrevistados não souberam responder.

O levantamento também avaliou os efeitos da crise sobre a imagem do Supremo. Para 77% dos entrevistados, a confiança no tribunal diminuiu em relação ao passado, enquanto os demais apresentaram opinião diferente ou não souberam responder.

Outros 16% dos entrevistados discordam da afirmação, enquanto 3% não concordam nem discordam. Já 4% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Em outro ponto do levantamento, 71% dos entrevistados consideram que a Corte exerce um papel essencial na proteção da democracia brasileira. Por outro lado, 21% discordam dessa avaliação, enquanto 3% não concordam nem discordam. Outros 5% não souberam responder.

A crise no STF ganhou força após a divulgação de um relatório da Polícia Federal elaborado no âmbito das investigações envolvendo o Master. Tornado público em 1º de setembro por determinação de Mendonça, relator do caso no Supremo, o documento reúne mensagens enviadas por Vorcaro a um contato identificado pelos investigadores como pertencente a Moraes.

O material também registra referências a encontros, além de pedidos de orientação e proteção feitos pelo ex-banqueiro diante do avanço das investigações, além encontros e negociações envolvendo a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do magistrado.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades entre terça-feira (8) e quinta-feira (10), período marcado pela crise na Corte envolvendo o caso Master. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01833/2026.

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