Correios acionam TST em busca do fim da greve nacional

Douglas Lima
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Correios acionam TST em busca do fim da greve nacional - Foto: Divulgação

A direção dos Correios acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) com um pedido de dissídio coletivo. A estatal solicita que a Corte considere a greve dos funcionários abusiva e determine, em caráter de urgência, a retomada dos serviços.

Segundo a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), os funcionários iniciaram a greve na noite da última quinta-feira (10), após o impasse nas negociações da campanha salarial e a rejeição da proposta apresentada pela empresa.

Diante do fracasso das negociações, o TST deverá definir os termos do reajuste salarial e das cláusulas sociais da categoria. Em meio às negociações com um grupo de bancos para contratar um empréstimo de R$ 7 bilhões, a direção dos Correios avalia que a greve pode prejudicar a qualidade dos serviços e comprometer os planos de recuperação da estatal. O financiamento faz parte do processo de reestruturação da empresa e deverá contar com garantia do Tesouro Nacional.

Os Correios informaram que adotaram medidas para reforçar a operação e garantir a continuidade dos serviços em todo o país, com o objetivo de minimizar os possíveis efeitos da paralisação.

De acordo com a estatal, as agências continuam funcionando normalmente para atender o público. Para reduzir os efeitos da greve, os Correios também deslocaram funcionários da área administrativa para as operações, redistribuíram veículos e organizaram mutirões com o objetivo de manter o fluxo de encomendas e correspondências.

“A empresa ressalta, no entanto, que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas”, diz em nota oficial.

Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento, informou a empresa.

Segundo os representantes dos trabalhadores, houve avanço nas negociações em relação ao reajuste salarial de 4,35%, válido a partir de agosto deste ano. O principal ponto de divergência, porém, continua sendo o plano de saúde dos empregados.

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