Juliano Cazarré voltou a falar sobre as críticas feitas por colegas ao O Farol e a Forja, evento voltado ao público masculino idealizado pelo ator. Realizado em julho, em São Paulo, o encontro durou três dias e reuniu cerca de 600 participantes para discutir temas como paternidade, família e fé.
Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (11), o artista demonstrou irritação com os novos questionamentos sobre o projeto. Sem mencionar nomes, Cazarré rebateu uma declaração do colega de profissão Eduardo Moscovis ao canal Papo Amado, do jornalista Guilherme Amado. Na ocasião, Moscovis criticou comparações entre casos de violência contra homens e mulheres que desconsiderem os diferentes contextos de vulnerabilidade.
Na gravação, ele firmou que continua recebendo críticas mesmo após a realização do evento. O global também negou que o encontro tenha promovido ideias de supremacia masculina ou adotado um discurso de ataque às mulheres.
“Vem um cidadão, um colega de profissão meu, falar que o problema é que eu disse um número que os homens matam. O problema não é esse. Se você está tão bravo com o número de assassinatos de mulheres, em vez de você vir reclamar do Cazarré, por que você não reclama do Ministro da Justiça?”, destacou.
Na sequência, ele nega que seu evento tenha contado com discursos de supremacia masculina. “Não teve nenhuma palestra no palco que foi masculinista, que falou de alguma supremacia dos homens, nenhuma. Nenhuma palestra falou mal das mulheres, zero. Foi uma mentira que vocês inventaram. Eu falei o tempo todo que o evento não tinha nada a ver com isso”, frisou.
Juliano Cazarré também voltou a abordar a polêmica em torno de uma declaração feita durante sua participação em um debate na televisão. Na ocasião, ele comentou que a estimativa de homens mortos por mulheres superava o número de feminicídios no país. A declaração foi rebatida por especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que alertaram sobre a inadequação de comparar estatísticas de naturezas distintas.
Segundo ele, sua fala foi posteriormente interpretada de maneira diferente do que pretendia. “O que eu falei naquele dia foi só um número, eu não fiz esse julgamento que vocês falsamente ficam me atribuindo”, reforcou
Por fim, Juliano Cazarré afirmou que pretende manter uma postura cordial com os colegas que tenham opiniões diferentes das suas e disse que continuará respeitando aqueles que discordam de suas posições: “Eu vou continuar tratando vocês bem, vou continuar cumprimentando vocês normalmente, porque eu não sou radical, vocês é que são”.
