Médico envolvido na morte de Michael Jackson retoma carreira

Douglas Lima
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Conrad Murray e Michael Jackson - Foto: Divulgação

O médico Conrad Murray, condenado pela morte do cantor Michael Jackson (1958-2009), voltou a exercer atividades na área da saúde anos após deixar a prisão.

O cardiologista cumpriu cerca de dois anos de prisão por sua participação na morte do músico. Em 2011, ele foi considerado culpado por homicídio culposo no caso envolvendo o artista. Mesmo após a condenação, Murray sempre sustentou sua inocência. Segundo sua defesa, o próprio Michael teria se autoaplicado a substância com a intenção de conseguir dormir.

A acusação, por sua vez, sustentou que Conrad agiu com negligência grave ao administrar o medicamento Propofol, um sedativo potente usado em hospitais, sem o devido monitoramento e ao demorar para acionar o serviço de emergência.

Jackson não conseguiu ser reanimado por Murray nem pelos paramédicos que chegaram em sua mansão em Holmby Hills, em Los Angeles. Ele foi levado de ambulância ao Ronald Reagan UCLA Medical Center, onde teve a morte confirmada.

Em novembro de 2011, ele foi condenado por homicídio culposo, sendo considerado pela Justiça como criminalmente negligente. Embora tenha recebido uma pena de quatro anos de prisão, em 2013, obteve liberdade condicional e deixou a prisão.

Após deixar a cadeia, Conrad Murray passou a tentar retomar sua atuação profissional. No entanto, suas licenças médicas foram suspensas ou revogadas em diferentes estados dos Estados Unidos, incluindo Califórnia, Texas e Nevada, o que dificultou o retorno formal à carreira.

Em maio de 2023, Conrad Murray inaugurou o Instituto Médico DCM, localizado em El Socorro, San Juan, em Trinidad e Tobago, seu país natal, segundo o jornal Trinidad and Tobago Guardian.

Em entrevista afirmou que decidiu criar o espaço após se sentir rejeitado por colegas da área. “Tudo o que eu estava disposto a fazer era colaborar, educar ainda mais e incutir cuidado em cada vez mais pessoas”, declarou.

“Foi difícil. Lidei com o país fechando suas fronteiras por dois anos, mas não desisti. Senti que precisava ser implacável”, acrescentou.

Atualmente, após um período vivendo nas proximidades de Fort Lauderdale, na Flórida, Murray retornou definitivamente para Trinidad e Tobago.

De acordo com a publicação, em 2018 Murray entrou com uma ação judicial contra o Conselho Médico local após a negativa de pagamento de suas taxas anuais, o que acabou impedindo sua atuação profissional no país. Antes da abertura do instituto, ele já prestava atendimentos de forma privada em um lar de idosos em Chaguanas. Nos EUA, no entanto, suas licenças médicas seguem suspensas até hoje.

A relação entre Murray e Jackson começou a ganhar destaque após o contato inicial entre os dois em 2006. O encontro teria ocorrido por intermédio de um membro da equipe do rei do pop, que buscava atendimento médico para sua filha, Paris Jackson, durante uma passagem por Las Vegas.

A relação entre os dois se intensificou ao longo dos anos e, em 2009, ele foi contratado como médico pessoal do cantor para a turnê This Is It, seria, ao mesmo tempo, a volta e a despedida do músico dos palcos e tinha 50 shows previstos para acontecer na O2 Arena, em Londres. Segundo a imprensa, o cardiologista recebia cerca de US$ 150 mil por mês pelo trabalho.

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