Um em cada quatro lares brasileiros recebe benefício de programas sociais diz IBGE

Douglas Lima
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Em 2025, cerca de 18 milhões de famílias no Brasil foram beneficiadas por programas sociais do governo federal, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Os programas passaram a integrar a renda de 22,7% das famílias no ano passado, o equivalente a cerca de um em cada quatro lares brasileiros. Em uma análise histórica, esse percentual é o mais baixo desde 2022, quando os benefícios alcançavam 20,7% dos domicílios.

O total de lares beneficiados cresceu 4,8 pontos percentuais desde 2019. Mesmo com dois anos consecutivos de queda, o número de domicílios que receberam algum tipo de benefício social para complementar a renda no ano passado ainda era 5,5 milhões maior do que há sete anos, quando representava 19,7% dos lares.

Em 2025, o valor médio recebido pelas famílias por meio de programas sociais foi de R$ 870. O montante representa uma leve queda em relação ao ano anterior, quando a média era de R$ 875, e inclui benefícios pagos nas esferas federal, estadual e municipal.

Na comparação com 2019, quando o valor médio era de R$ 508, houve um crescimento de 71,3% nos rendimentos provenientes desses programas.

O Bolsa Família é o principal programa na composição da renda dos domicílios beneficiados por políticas sociais. Entre os 22,7% das famílias que recebem algum tipo de auxílio, 17,2% estão vinculadas ao programa, relançado em 2023 pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A distribuição dos benefícios varia entre as regiões do país. Em 2025, o Nordeste registra 39,8% dos lares recebendo algum tipo de assistência social, enquanto no Norte o índice é de 38,8%.

Já nas demais regiões, os percentuais são menores: no Sul, 10,8% dos domicílios são atendidos; no Sudeste, 14,8%; e no Centro-Oeste, 17%.

Segundo o IBGE, nas regiões com maior incidência , especialmente Norte e Nordeste, os programas sociais chegam a representar uma parcela de renda superior à de outras fontes não provenientes do trabalho, o que indica níveis mais elevados de vulnerabilidade socioeconômica.

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