Mãe de gari morto por motorista embriagado fez alerta antes da morte do filho

Patricia Calderon
4 min de leitura
Motorista embriagado atropela e mata gari na zona oeste de São Paulo (Foto Reprodução Redes Sociais)

A morte de Diego Rafael da Silva, de 19 anos, interrompeu os planos do jovem de melhorar a situação financeira da família. O gari foi atropelado por um motorista embriagado na Barra Funda, em São Paulo. Cerca de dois meses antes, ele havia deixado o antigo emprego para assumir uma vaga na coleta de lixo, que oferecia uma remuneração maior. Em entrevista à Record TV e ao R7, a mãe do jovem, Elineide da Silva, contou que chegou a alertá-lo sobre os perigos da nova atividade.

Diego decidiu mudar de trabalho justamente em razão da gravidez da esposa, que espera o segundo filho do casal. Além do bebê que está a caminho, ele também deixou uma filha de 1 ano e três meses. A morte gerou comoção entre familiares e colegas e provocou pedidos de Justiça. O motorista investigado pelo atropelamento está preso preventivamente, e as circunstâncias do caso continuam sendo apuradas pelas autoridades.

Elineide contou que Diego deixou o emprego anterior porque precisava aumentar os ganhos para ajudar nas despesas da casa. Segundo ela, a preocupação com a segurança do filho surgiu antes mesmo de ele começar a trabalhar na coleta de lixo.

“Ele tinha pedido as contas de um trabalho para ir para esse aí porque ganhava um pouco mais. Eu ainda falei para ele, ‘Diego esse é mais arriscado, não vai’”.

A mãe explicou que Diego entendia a necessidade de melhorar a renda diante da chegada de mais um filho. Mesmo preocupada com a escolha profissional, Elineide não conseguiu impedir que ele assumisse a nova função.

“E aconteceu o que eu mais temia. Levaram a vida do meu filho. Um bêbado, um homem bêbado”.

O jovem estava havia aproximadamente dois meses na empresa responsável pela coleta de lixo. Para a família, a mudança de emprego representava uma tentativa de garantir melhores condições para os filhos e para a esposa.

Durante a entrevista, Elineide também falou sobre a personalidade do filho e descreveu a relação que mantinha com ele. Segundo a mãe, Diego era próximo da família e costumava consultá-la antes de tomar decisões.

“Meu filho era maravilhoso, obediente em tudo. Tudo o que ele ia fazer perguntava para mim e para meu esposo, se podia fazer. Se eu falasse não para ele, era não. Era um menino família mesmo. Não tem o que falar mal do meu filho, sempre sorridente”.

Diego morreu aos 19 anos e deixou a esposa grávida, além da filha pequena. A perda, segundo Elineide, provocou um impacto profundo na família, principalmente porque o jovem havia saído de casa para trabalhar e não retornou.

A mãe afirmou que espera que o responsável pelo atropelamento seja responsabilizado e lamentou o futuro da neta, que crescerá sem a presença do pai.

“Foi-se embora um pedaço de mim. Agora como eu vou viver sem meu menino? Era para Deus ter me levado na vaga dele e deixado ele aí para criar os filhos dele. Eu quero justiça pelo meu filho porque ele saiu para trabalhar e vai voltar num caixão… O que vai ser da minha neta? O que eu vou falar para a minha neta quando ela perguntar”, relatou.

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