Flávio Dino aponta possível ligação entre PCC e empresas investigadas na Operação Make Up

Patricia Calderon
2 min de leitura
Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Ao autorizar a Operação Make Up, da Polícia Federal, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou indícios de uma possível conexão entre integrantes do PCC e empresas que estão no centro da investigação sobre desvios de emendas parlamentares e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção relacionada a Jair Bolsonaro.

A suspeita teria surgido a partir de operações realizadas pelo Instituto Conhecer Brasil, ligado à empresária Karina Gama. Segundo a investigação, a entidade transferiu R$ 1,27 milhão para uma empresa relacionada a Alex Leandro Bispo dos Santos, identificado por órgãos de inteligência como uma pessoa de relevância dentro do PCC.

Os valores teriam origem em um subcontrato do projeto Wifi Livre SP, que mantinha um contrato de R$ 12 milhões com a Prefeitura de São Paulo.

Na sequência, parte do dinheiro teria sido direcionada para outras empresas e organizações que também aparecem relacionadas ao grupo investigado.

Na decisão, Dino avaliou que os elementos reunidos até o momento podem indicar a existência de uma estrutura formada por operações financeiras conectadas. De acordo com a suspeita apresentada pelo ministro, o fluxo de recursos teria recebido valores provenientes, inclusive, de emendas parlamentares federais.

As possíveis conexões e a origem dos recursos ainda são investigadas pela Polícia Federal.

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