O influenciador e fisiculturista Léo Stronda, de 33 anos, utilizou suas redes sociais no último domingo (31) para publicar um vídeo de desabafo sobre o falecimento de Gabriel Ganley. Visivelmente abalado, Stronda expressou um profundo remorso pela maneira como costumava interagir com o jovem criador de conteúdo. “O Gunley era uma estrela, o Gunley tinha um brilho diferente. Eu realmente me arrependo muito do que eu falei com ele, as brincadeiras que eu fiz com ele”, declaratou o atleta, referindo-se aos comentários em tom de piada que fazia sobre o uso de substâncias hormonais.
Gabriel, que era amplamente conhecido no meio digital pelo apelido de “Bbzinho”, faleceu precocemente aos 22 anos, no dia 23 de maio, vítima de uma cardiomiopatia hipertrófica. Essa condição médica cardíaca, que pode ter causas hereditárias, é frequentemente agravada e acelerada pelo abuso de esteroides anabolizantes, tema que o jovem frequentemente abordava em seus conteúdos voltados ao universo do fisiculturismo. A tragédia acendeu um forte alerta na comunidade fitness sobre os riscos extremos associados à busca pelo corpo perfeito.
Diante da repercussão do caso, Stronda aproveitou o espaço para propor uma reflexão séria sobre a cultura atual do esporte, defendendo que a modalidade em si não deve ser demonizada pelo público. Para ele, a discussão provocada pela perda do amigo evidencia uma urgência de conscientização, mas sem culpar a prática da musculação. “O fisiculturismo mudou a vida de muita gente. Esse esporte mudou a vida de muita gente para melhor. O problema não foi o esporte. O problema foi a banalização do uso (de anabolizantes)”, ponderou.
Por fim, o influenciador garantiu que o triste episódio servirá como um divisor de águas em sua postura na internet, prometendo que não irá mais tratar o consumo dessas substâncias com leveza ou humor em seus canais. Assumindo a responsabilidade por sua influência sobre milhões de seguidores, ele concluiu de forma autocrítica: “Uma coisa eu tenho certeza: a gente tem que mudar algumas coisas. E eu tenho que mudar. Eu sinto que eu errei muito como cristão, como pessoa, como amigo.”
