Haddad afirma que o bolsonarismo tem maior fidelidade do que o lulismo

Nayara Vieira
2 min de leitura
Haddad afirma que o bolsonarismo tem maior fidelidade do que o lulismo (Foto: Reprodução)

A força eleitoral atrelada ao sobrenome Bolsonaro sustenta-se em uma fidelidade rara na política nacional, sem paralelos inclusive dentro do lulismo. Essa é a avaliação de Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, em entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL.

Ao analisar o cenário acirrado das pesquisas presidenciais, Haddad destacou que a adesão ao movimento permanece intacta mesmo quando o nome testado é o de Flávio Bolsonaro, transferindo o peso diretamente para o que chamou de “marca Bolsonaro”.

A força da marca vs. o Indivíduo

Para o petista, o capital político não pertence individualmente aos herdeiros, mas sim ao sobrenome da família:

“O filho dele [Jair Bolsonaro] não tem [força eleitoral]. Quem tem é a marca Bolsonaro, que tem voto no Brasil. Isso é inquestionável e é uma fidelidade como eu nunca vi no Brasil. Eu não conheço fenômeno equivalente no país e raramente você vê fora daqui.”

Bolsonarismo vs. lulismo: o comportamento das bases

Questionado pela jornalista Daniela Lima se esse padrão de lealdade cega poderia ser comparado ao fenômeno do lulismo, Haddad rejeitou a simetria. Segundo ele, a base de apoio do presidente Lula exige um nível de entrega e diálogo completamente diferente:

“Não. O presidente Lula tem uma base muito crítica e ela oscila. Você tem que prestar contas o tempo todo para essa base, que exige ser convencida o tempo todo.

Agora, esse cidadão totalmente acrítico, que aconteça o que acontecer, quase que como um comportamento de seita, vai votar no Flávio Bolsonaro porque ele leva o nome do pai, não é razoável numa democracia.”

Identidade partidária e o combate à desigualdade

Concluindo sua participação, Haddad detalhou os motivos de sua identificação histórica com o Partido dos Trabalhadores. Ele apontou a desigualdade social como “o maior problema do Brasil” e defendeu o papel do partido no enfrentamento dessa realidade:

“[É uma] pauta [que] incomoda muita gente ao lutar por igualdade.”

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