Flávio faz compras no Mercadão de São Paulo e diz que vai pagar no “pix do Bolsonaro”

Nayara Vieira
2 min de leitura
Flávio Bolsonaro inicia campanha à Presidência em Copacabana - Foto: Reprodução/YouTube

Durante uma visita ao tradicional Mercado Municipal de São Paulo, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro movimentou o local ao interagir de forma descontraída com feirantes e frequentadores. O senador aproveitou o momento para fazer compras de frutas enquanto conversava com clientes que o reconheciam. A presença do político atraiu a atenção do público presente, gerando um clima de proximidade ao longo de todo o percurso pelas alamedas do espaço comercial.

Em meio ao assédio dos apoiadores, o parlamentar protagonizou um gesto bem-humorado ao afirmar no momento do pagamento que quitará a compra “no Pix do Bolsonaro”. A declaração arrancou risos dos presentes e serviu para reforçar o engajamento com sua base aliada. Na mesma ocasião, ao ser questionado por um eleitor sobre seu preparo para liderar o país nas próximas eleições, Flávio respondeu enfaticamente que estava “pronto, mais do que pronto” para assumir o desafio, destacando também que sua visita buscava apoiar o comércio local.

A brincadeira do pré-candidato faz referência a um dos meios de pagamento mais conhecidos do país, cuja paternidade costuma gerar debates na esfera pública. O Pix foi oficialmente lançado e colocado em operação em novembro de 2020, período em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava a chefia do Executivo. Esse cronograma faz com que muitos simpatizantes associem a inovação ao mandato da época, utilizando o sistema como uma vitrine de eficiência e modernização do governo federal.

Apesar da associação popular, a criação do sistema de pagamentos instantâneos possui uma trajetória estritamente institucional. O projeto foi concebido, desenvolvido e implementado pelas equipes técnicas e servidores de carreira do Banco Central do Brasil. Os estudos iniciais para a ferramenta começaram ainda em gestões anteriores, por volta de 2016, passando pela estruturação a partir de 2018. Dessa forma, embora a estreia operacional tenha ocorrido no governo Bolsonaro, a autoria e a consolidação do Pix pertencem ao corpo técnico da autoridade monetária.

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