Diarista que confessou matar idosos em BH usou cartão das vítimas

Patricia Calderon
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Advogado afirma que diarista que matou idosos em BH possui "histórico de transtornos mentais" (Foto Reprodução Redes Sociais)

A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (3) que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, investigada pelo assassinato de um casal de idosos em Belo Horizonte, teria utilizado um cartão de crédito das vítimas depois do crime. De acordo com o delegado Gustavo Barletta, um comerciante procurou os investigadores e relatou que a mulher tentou realizar uma operação no valor aproximado de R$ 4 mil utilizando o cartão.

Segundo o relato do comerciante, parte do valor da transação teria sido repassada à suspeita por meio de Pix, enquanto o restante foi entregue em dinheiro. Ainda conforme a Polícia Civil, o homem reconheceu Paola após analisar fotografias apresentadas durante a investigação.

As vítimas foram identificadas como Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, em um condomínio de luxo localizado no Bairro Gutierrez, na Região Oeste de Belo Horizonte.

O crime aconteceu na segunda-feira (29), mas os corpos só foram localizados no dia seguinte, quando o filho das vítimas foi até o imóvel e acionou as autoridades.

Após ser presa, Paola confessou ter dopado o casal com quatro comprimidos de clonazepam misturados em um suco antes de atacá-los com uma faca da própria residência. Um exame toxicológico confirmou a presença da substância no organismo das vítimas.

A investigação também revelou que a suspeita levou relógios, joias e celulares do apartamento. Os objetos foram vendidos na Praça Sete, na região central de Belo Horizonte, por cerca de R$ 3,3 mil.

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