A advogada Dra. Lígia, responsável pela defesa de João Munhoz no caso que apura a morte de Isabelle Caracristi, negou que existam indícios de que o cliente tenha tentado dificultar o trabalho das autoridades. Segundo a defensora, a família de João tem colaborado com a investigação desde o início. “Não existe nada que comprove que ele obstruiu de qualquer forma a investigação. Muito pelo contrário. A família toda tenta ajudar”, afirmou.
A defesa também questionou a maneira como João tem sido apresentado durante as investigações e afirmou que pessoas do círculo próximo a ele deveriam ser ouvidas. Para a advogada, os depoimentos podem contribuir para esclarecer a personalidade e a rotina do investigado. “João não tem culpa, ele precisa ter a vida dele de volta, porque quem conhece o João sabe que ele nunca faria mal a ninguém”, disse a advogada.
Dra. Lígia também chamou atenção para a divulgação de informações relacionadas ao caso, que tramita sob sigilo. A advogada afirmou que a circulação de dados incompletos pode aumentar a tensão entre os familiares envolvidos. “O processo segue em segredo e a gente tenta ver se não se espalham notícias fragmentadas que só vão perturbando mais todos nós, tanto a família do João como a família da própria Isabelle”, afirmou Dra. Lígia.
Segundo a defesa, a prioridade neste momento deve ser permitir que as autoridades deem continuidade às apurações e que as circunstâncias da morte de Isabelle sejam esclarecidas ao longo do processo.
A advogada sustenta que João deve ter o direito de apresentar sua versão e de ser analisado a partir dos elementos reunidos oficialmente na investigação. Para a defesa, a conclusão sobre o caso deve ocorrer com base nas provas e nos procedimentos conduzidos pelas autoridades responsáveis.
