O caso envolvendo a prisão de Deolane Bezerra teve novos desdobramentos. A defesa da advogada e influencer entrou com um novo pedido de liberdade sob o argumento de que a investigação deve ser conduzida pela Justiça Federal.
A influenciadora digital está presa preventivamente desde 21 de maio, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga suspeitas de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, a defesa de Deolane alegou, em uma petição apresentada em 15 de julho, que a Justiça Estadual de São Paulo não seria competente para julgar as acusações contra a digital influencer.
Como argumento para o pedido, a defesa destacou que a investigação envolve uma suposta organização criminosa transnacional, com participação de pessoas detidas em presídio federal, além de documentos que apontariam indícios de uma possível lavagem de dinheiro internacional.
Os advogados de Bezerra sustentam que, diante da alegação de incompetência da Justiça Estadual, todas as decisões tomadas no âmbito da Operação Vérnix devem ser anuladas. Segundo a defesa, isso incluiria a prisão da influenciadora, as buscas e apreensões realizadas e até a própria denúncia apresentada no caso.
A petição tem como pedido principal o reconhecimento da incompetência da Justiça Estadual e o envio do processo para a Justiça Federal.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) rejeitou os argumentos da defesa de Deolane Bezerra sobre a “exceção de incompetência” e defendeu que a Justiça Estadual é responsável pelo julgamento do caso. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, a influenciadora não responde por participação no PCC, mas por suposta integração a uma organização criminosa independente, que teria como finalidade a lavagem de dinheiro para membros da facção.
O MPSP pediu que o pedido apresentado pela defesa da famosa seja rejeitado e que o caso continue sob análise da Justiça paulista.
