O Tribunal de Justiça de São Paulo definiu uma nova data para o julgamento dos três policiais militares acusados de envolvimento nas mortes de Vinícius Gritzbach e de Celso Araújo Sampaio Novais. O júri popular foi reagendado para ocorrer entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2027, após o caso ter sido retirado da pauta anterior.
As vítimas foram mortas a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. O processo envolve os policiais militares Ruan Silva Rodrigues, Dênis Antônio Martins e Fernando Genauro da Silva, que seguem custodiados de forma preventiva no Presídio Militar Romão Gomes sob acusação de homicídio doloso e participação em organização criminosa.
Na decisão, o magistrado Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo manteve a prisão preventiva dos réus. Ele avaliou que a permanência em liberdade poderia interferir no andamento do processo e na segurança de testemunhas.
Segundo o magistrado, há risco de impacto sobre a colaboração de pessoas envolvidas na apuração, o que justificaria a continuidade da custódia.
“Mantenho a custódia cautelar dos réus, uma vez que os motivos que ensejaram a prisão preventiva se mostram juridicamente hígidos, não tendo ocorrido qualquer alteração fática que autorize a revogação da prisão preventiva (…) Os crimes têm penas máximas abstratas superiores a quatro anos, de maneira que admitem a prisão preventiva.”
