Uma menina australiana de 10 anos teve queimaduras graves no rosto depois de reproduzir um conteúdo viral que mostrava brinquedos antiestresse sendo colocados no micro-ondas para ficarem mais macios. O caso aconteceu em Gold Coast e envolve a criança identificada como Violet Zerbst. Segundo a imprensa australiana (Gold Coast Bulletin e 7News), ela aqueceu um brinquedo do tipo “squishy” em casa após ver vídeos nas redes sociais.
De acordo com relatos da família, o objeto ficou no micro-ondas por cerca de 30 segundos antes de ser manipulado novamente pela criança. Ao apertar o brinquedo, ocorreu a explosão do material quente, que atingiu diretamente o rosto de Violet e causou ferimentos imediatos.
A criança relatou que o acidente aconteceu segundos depois de apertar o objeto aquecido. “Eu apertei por uns três segundos e ele virou uma espécie de bola antes de explodir no meu rosto”, disse a menina ao jornal Gold Coast Bulletin. Ela também afirmou que sentiu o material quente atingir sua boca e pele. “Eu conseguia sentir minha pele saindo. E aquilo entrou na minha boca”, contou à emissora 7News.
O pai da criança, Jody Zerbst, relatou o desespero ao presenciar a situação. “Foi horrível ouvir aqueles gritos. Eu sabia que algo muito sério tinha acontecido”, afirmou. Ele explicou que o conteúdo do brinquedo tinha aspecto semelhante a uma substância derretida e pegajosa.
“Era uma substância pegajosa e escaldante que ficou grudada no rosto dela”, explicou o pai à 7News. Segundo ele, parte da pele da filha se desprendeu com a queimadura. “A pele praticamente se soltou. Como aquilo entrou na boca dela, ela tentava cuspir o material.” A menina foi socorrida por paramédicos e levada ao Gold Coast University Hospital, onde permaneceu internada por cerca de uma semana.
O episódio levantou preocupações sobre a circulação de vídeos que incentivam crianças a aquecer brinquedos sensoriais. Embora os produtos originais sejam vendidos legalmente, as embalagens incluem advertências explícitas contra aquecimento ou uso em micro-ondas, já que isso pode causar lesões.
Versões falsificadas desses brinquedos também podem circular sem instruções de segurança adequadas. O diretor da distribuidora australiana William Valentine Collection, Benjamin Halls, afirmou que fabricantes não apoiam desafios disseminados em redes sociais e destacou a necessidade de supervisão parental sobre o conteúdo acessado por crianças.
O caso não foi isolado, segundo a imprensa local. Outra criança teria sido hospitalizada na mesma semana com queimaduras semelhantes após contato com brinquedos do mesmo tipo.
