Uma brasileira de 35 anos é suspeita de matar a própria filha, de quatro anos, e depois atirar contra si mesma em Houston, no Texas, Estados Unidos. O caso aconteceu na última terça-feira (29), poucas horas após uma decisão judicial envolvendo a guarda da criança.
Identificada como Cibelle Savella, também conhecida como Cibelle Kubala, a mãe foi encontrada ferida e encaminhada para um hospital. Ela morreu na unidade de saúde no dia seguinte. A filha, Vivian Savella, não resistiu aos ferimentos.
A matriarca deveria entregar a herdeira, ao pai, Aaron Savella, na noite de 29 de setembro. A garota foi encontrada morta dentro da residência. Segundo a Polícia de Houston, Cibelle também foi localizada ferida e encaminhada em estado grave para um hospital.
O caso é investigado pela Divisão de Homicídios de Houston. As circunstâncias da morte da criança e os acontecimentos que antecederam o crime ainda são apurados pelas autoridades.
De acordo com a Polícia de Houston, o crime aconteceu pouco depois de uma audiência judicial que teria sido desfavorável à brasileira. A decisão determinava que a menina passasse a morar com o patriarca e que os encontros com a mãe fossem acompanhados por um responsável.
O atual marido de Cibelle, Greg Kubala, e uma babá estavam na casa no momento dos disparos. Os dois ouviram os tiros e encontraram Cibelle Kubala e a garota feridas. Segundo os agentes, não há indicação de envolvimento dos dois no crime. Ainda de acordo com as autoridades, o enteado e a cuidadora da criança subiram as escadas após ouvirem os disparos e iniciaram manobras de reanimação em Vivian e na matriarca até a chegada das equipes de emergência.
A disputa pela custódia de Vivian vinha sendo travada desde a separação de Cibelle e Aaron. O divórcio foi concluído em 2024, mas as questões relacionadas à guarda da filha continuaram sendo discutidas na Justiça.
Uma decisão mais recente impôs novas restrições à convivência e à comunicação da mãe com a criança. Segundo informações sobre o processo, Cibelle teria sido proibida de conversar com a filha em português, além de ter a participação limitada em atividades escolares. A decisão também teria determinado que ela realizasse pagamentos ao ex-marido.
