O influenciador, youtuber e empresário Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, após ser diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A condição é rara, apresenta evolução rápida e está relacionada ao acúmulo de proteínas anormais chamadas príons no cérebro. No Brasil, a doença integra a lista de enfermidades de notificação compulsória desde 2005.
Lito havia recebido autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para utilizar o ALN-6457, medicamento experimental que chegou ao Brasil em 11 de setembro. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele foi a primeira pessoa a receber a substância, que anteriormente havia sido testada apenas em animais. O influenciador também enfrentava um câncer de próstata em estágio inicial, diagnosticado no começo deste ano.
Doença provoca rápida deterioração neurológica
A doença de Creutzfeldt-Jakob faz parte do grupo das doenças priônicas e pode provocar uma deterioração acelerada das funções neurológicas e psicomotoras. Os príons são proteínas anormais associadas ao desenvolvimento dessas enfermidades.
Um dos aspectos da DCJ é a velocidade com que os sintomas podem evoluir. Nos estágios iniciais, manifestações como alterações cognitivas e outros sinais neurológicos podem ser confundidas com diferentes doenças.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 85% dos casos confirmados de DCJ no mundo correspondem à forma esporádica da doença. A pasta também classifica a enfermidade como rara, rapidamente progressiva e fatal.
Dados oficiais mostram que, entre 2005 e 2021, foram registradas 1.576 notificações de casos suspeitos de DCJ no Brasil. A maior concentração ocorreu entre pessoas de 55 a 74 anos, faixa etária que correspondeu a 60,2% das notificações no período.
A doença continua sendo acompanhada pela vigilância epidemiológica brasileira. A DCJ permanece na lista nacional de doenças de notificação compulsória, com registro semanal pelas autoridades de saúde.
