A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À frente dos estudos com a polilaminina, substância experimental pesquisada para o tratamento de lesões na medula espinhal, a cientista afirmou ter encontrado receptividade do governo durante os contatos para apresentar o andamento do trabalho e disse que sempre teve “portas abertas” nas reuniões com o presidente.
A manifestação ocorre após avanços na pesquisa desenvolvida pela UFRJ em parceria com o laboratório Cristália. Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da primeira fase de testes clínicos em humanos, etapa voltada inicialmente à avaliação da segurança da polilaminina.
A autorização da Anvisa prevê a participação de cinco pacientes com lesões completas e agudas na região torácica da medula, ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. A fase inicial não tem como objetivo comprovar a eficácia do tratamento, mas verificar sua segurança e possíveis efeitos adversos.
O estudo é patrocinado pelo laboratório Cristália e conta com pesquisadores da UFRJ. A empresa anunciou que a primeira fase dos testes começou em setembro de 2026, com atendimento previsto no Hospital das Clínicas de São Paulo e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
A pesquisa com a polilaminina é conduzida pela equipe liderada por Tatiana Sampaio e já passou por etapas anteriores de investigação. Caso os resultados da fase inicial sejam considerados satisfatórios, o projeto poderá avançar para as fases 2 e 3, nas quais a eficácia do medicamento será analisada em um número maior de participantes.
O Ministério da Saúde também informa que participou da estruturação do projeto e investiu recursos na pesquisa básica relacionada à substância. A pasta destaca que o objetivo é ampliar o conhecimento científico sobre alternativas para a regeneração de tecidos e funções afetadas por traumas na medula espinhal.
