Juliana Maria Teixeira da Costa, ex-secretária de Saúde e vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, morreu aos 40 anos após sofrer um acidente de carro na manhã deste sábado (26). Em junho, ela havia sido acusada de envolvimento em um esquema de fraude em licitações e de desviar R$ 41 mil para a realização de uma suposta “amarração amorosa”.
O acidente aconteceu na Estrada do Saltinho, na Rodovia SP-250, próximo à curva do arroz, em Ribeira. A morte foi comunicada pela Prefeitura de Ribeira, nas redes sociais.
“De uma forma trágica e precoce, nos despedimos de nossa Vice-prefeita Juliana Maria Teixeira, que deixa dois filhos”, diz trecho do comunicado.
“Sua partida precoce deixa um vazio imenso e nossa cidade órfã de sua presença, de seu sorriso, de sua amizade e da dedicação com que trabalhou por Ribeira. Ficam os projetos, as conquistas, as histórias compartilhadas e, principalmente, a lembrança de uma mulher que fez diferença na vida de tantas pessoas”, destacou.
A prefeitura também prestou solidariedade aos filhos, familiares, amigos e a toda a população do município. Ao final da mensagem, a administração municipal declarou: “Ribeira jamais te esquecerá, Juliana!”.
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), Juliana teria destinado cerca de R$ 41 mil a uma vidente. Conforme o órgão, o dinheiro teria sido utilizado para manter um relacionamento extraconjugal com o servidor público Lauro Olegário da Silva.
De acordo com o relato da mãe de santo, ela teria desembolsado cerca de R$ 380 mil para realizar o chamado “casamento espiritual”. O valor, no entanto, não teria sido totalmente reembolsado, o que teria provocado a insatisfação da líder religiosa.
O MPSP acusa a ex-parlamentar de ter utilizado recursos públicos para custear a suposta “amarração amorosa”. Conforme a denúncia, a empresa W. F. da Silva Treinamentos Ltda. teria sido utilizada como intermediária para realizar os pagamentos à mãe de santo.
A promotoria acusa tanto Juliana quanto Lauro, e o dono da empresa, William Felipe Da Silva, de improbidade administrativa.
