Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra que 37% dos entrevistados consideram correta a atuação do ministro André Mendonça na crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Alexandre de Moraes, por sua vez, é avaliado positivamente por 16%. A diferença entre os dois chega a 21 pontos percentuais.
O levantamento também aponta que 20% dos entrevistados avaliam que os dois ministros estão agindo de maneira incorreta, enquanto apenas 2% consideram acertadas as decisões tomadas por ambos. Outros 25% não souberam responder ou ainda não têm uma posição definida sobre o conflito.
A pesquisa indica que o episódio envolvendo Moraes, Mendonça e o empresário Daniel Vorcaro já é conhecido por 73% dos entrevistados. Outros 27% afirmaram não ter conhecimento sobre a crise que se instalou no STF.
A percepção sobre a atuação dos ministros muda de acordo com a identificação política dos participantes. Entre os entrevistados que se classificam como “lulistas”, 34% consideram que Moraes está tomando as decisões corretas no conflito. Mendonça recebe o apoio de 12% desse grupo, enquanto 32% não souberam responder.
Entre os eleitores que se identificam com o bolsonarismo, 58% avaliam positivamente a atuação de Mendonça. O índice sobe para 67% entre aqueles que se definem como integrantes da direita não bolsonarista.
No grupo dos eleitores considerados “independentes”, Mendonça tem 33% de aprovação na condução do episódio, contra 13% de Moraes. Para 23% desse segmento, os dois ministros estão agindo de maneira incorreta.
A pesquisa também avaliou se a crise no Supremo pode alterar o comportamento dos eleitores na disputa presidencial. Para 22%, os acontecimentos reforçam a intenção de voto que já tinham. Outros 7% afirmaram que o episódio pode levá-los a mudar de candidato.
A maior parte dos entrevistados, 67%, disse que a crise não interfere em sua decisão eleitoral. Outros 4% ainda não souberam avaliar se o episódio terá algum efeito sobre o voto.
A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03607/2026.
