O Supremo Tribunal Federal (STF) transmitirá ao vivo a sessão plenária extraordinária marcada para a próxima terça-feira (15), quando será analisado o caso do Banco Master. O julgamento terá início às 10h, no horário de Brasília, e poderá ser acompanhado pela Rádio Justiça, TV Justiça e pelo canal da Corte no YouTube. O sinal da sessão também será disponibilizado para emissoras interessadas em retransmitir o julgamento.
Na sessão, os ministros vão analisar o processo principal relacionado ao Banco Master. Entre os pontos em discussão está a possibilidade de abertura de uma investigação sobre Alexandre de Moraes por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Tornado público em 1º de setembro por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens enviadas por Vorcaro a um contato identificado pelos investigadores como pertencente a Moraes.
O material também registra referências a encontros, além de pedidos de orientação e proteção feitos pelo ex-banqueiro diante do avanço das investigações, além encontros e negociações envolvendo a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do magistrado. A divulgação do material gerou uma crise instituicional no STF.
Em resposta, Alexandre de Moraes apontou possíveis indícios de abuso de autoridade por parte de Mendonça e pediu a abertura de uma investigação. Na sexta-feira (11), o magistrado também solicitou que a análise da conduta do colega fosse realizada em conjunto com o julgamento do processo principal relacionado ao Banco Master.
O presidente da Corte, Edson Fachin, rejeitou o pedido de Moraes para que os casos fossem analisados conjuntamente. Apesar disso, marcou uma sessão extraordinária para discutir a atuação de André Mendonça. A petição apresentada contra o ministro será analisada em 23 de setembro.
Nos bastidores, há expectativa de que algum ministro solicite que a sessão seja realizada de forma reservada logo no início. Caso o pedido seja rejeitado, existe a possibilidade de um integrante do Supremo pedir vista do processo, ampliando o prazo para análise e, consequentemente, adiando a decisão sobre o caso.
Parte dos magistrados defendiam que a sessão fosse realizada de forma reservada, sob o argumento de que isso evitaria a exposição de divergências internas e reduziria a pressão externa sobre a Corte diante da proximidade das eleições. Por outro lado, outros integrantes do Supremo Tribunal Federal, além de ministros aposentados, defenderam que a discussão fosse realizada publicamente.
