Série documental traz detalhes da queda de avião da Voepass que matou 62 pessoas em Vinhedo

Patricia Calderon
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Voepass (Foto Reprodução Redes Sociais)

Dois anos após a queda do voo da Voepass que deixou 62 mortos em Vinhedo, no interior de São Paulo, o Globoplay estreia nesta sexta-feira (7) a série documental “Voepass 2283 – A Queda”. A produção, dividida em três episódios, apresenta registros inéditos e utiliza recursos de inteligência artificial para reconstruir os acontecimentos que antecederam uma das maiores tragédias aéreas recentes do Brasil. Fonte: G1.

O documentário acompanha o andamento das investigações e reúne relatos de pessoas envolvidas no caso. Entre os depoimentos está o da ex-comissária de bordo da Voepass Eloá Belarmino, que revelou problemas enfrentados por funcionários durante a operação da aeronave.

“Até o pessoal falava que era uma sucata voadora. A gente costumava falar que a gente só não sabia o dia, a hora, quem seria, qual seria o avião. Porque era uma roleta russa”, afirmou.

O acidente ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o avião ATR 72-500, de matrícula PS-VPB, realizava o trajeto entre Cascavel, no Paraná, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A aeronave caiu no quintal de uma residência localizada em um condomínio de Vinhedo. O episódio foi considerado o acidente aéreo mais grave do país desde a tragédia envolvendo o voo da TAM, em 2007.

A equipe responsável pela série produziu o conteúdo enquanto a investigação ainda estava em andamento e acompanhou as etapas finais da apuração. O lançamento ocorre um dia depois da divulgação das conclusões da Polícia Federal sobre o caso, que apontou 16 pessoas como responsáveis pela queda da aeronave.

“Teve um trabalho jornalístico muito forte por trás, de construção com as fontes e tudo mais, para que ele contemplasse realmente todos os lados da história”, afirmou o diretor Thiago Guimarães.

A produção reúne materiais que ainda não haviam sido divulgados ao público, como imagens do avião antes da decolagem em Cascavel e registros da atuação das equipes de bombeiros e peritos no local do acidente, em Vinhedo.

Para reconstituir o trajeto da aeronave, a equipe utilizou imagens gravadas em um simulador de ATR na Europa e combinou esse material com sequências criadas por inteligência artificial para representar cenas externas do avião.

Segundo Thiago Guimarães, foi necessário viajar até a Áustria para realizar as gravações no simulador do modelo ATR, já que não havia equipamentos desse tipo disponíveis no Brasil para a produção.

“Todas as imagens da cabine, botão, alarme que acende, tudo aquilo ali foi feito num simulador de ATR. A gente foi até a Áustria porque não tem simuladores disponíveis aqui para gravação no Brasil”, explicou o diretor.

As imagens externas da aeronave foram desenvolvidas com inteligência artificial e passaram por um processo detalhado de edição para manter a precisão dos elementos técnicos.

“Foi um trabalho exaustivo mesmo, detalhista, de composição das imagens para colocar a luz certa, a luz verde de tal lado, a luz vermelha de tal lado, para que a gente conseguisse um efeito realista”, afirmou Guimarães.

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