O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República. A confirmação ocorreu durante convenção nacional realizada de forma virtual e foi anunciada em Brasília com a presença do presidente da legenda, Eduardo Ribeiro. Até o momento, o partido ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice na chapa.
Durante o evento, Zema agradeceu o apoio recebido da legenda e afirmou que acredita estar preparado para disputar o Palácio do Planalto. “Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimamente meu nome agora há pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes”, argumentou.
Em seu discurso, Romeu Zema afirmou que pretende representar uma alternativa ao cenário de polarização política no país. Segundo ele, “o brasileiro está cansado da polarização” e citou Minas Gerais como exemplo de um estado que, em sua avaliação, já passou por um processo semelhante com sua eleição ao governo.
Ao apresentar as diretrizes de sua pré-campanha, Zema defendeu o combate ao que chamou de “farra dos intocáveis”, em referência às críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não são responsabilizadas por seus atos.
O ex-governador também afirmou que pretende reforçar o combate à corrupção, defendendo uma administração sem favorecimento a parentes, aliados políticos ou grupos de interesse.
Na área da segurança pública, propôs ampliar o enfrentamento ao crime organizado, recuperar o controle de áreas dominadas por facções e classificar esses grupos como organizações terroristas.
Entre as medidas anunciadas, Zema defendeu a construção de um “superpresídio” em uma região remota, “de preferência no meio da Amazônia”, para receber líderes de facções criminosas. Segundo ele, esses criminosos “vão mofar por pelo menos 25 anos”.
Na pauta econômica, o pré-candidato prometeu reduzir privilégios no setor público, ampliar o programa de privatizações e criar um ambiente mais favorável para empreendedores e investidores, com menos burocracia e menor carga sobre empresas.
Zema também apresentou propostas voltadas ao Supremo Tribunal Federal. Entre elas estão a criação de idade mínima de 60 anos para indicação de ministros, a adoção de uma lista tríplice para as nomeações e o fim de decisões monocráticas em temas que já tenham sido analisados pelo Congresso Nacional.
Outra medida mencionada pelo pré-candidato foi a revisão das regras de distribuição e utilização das emendas parlamentares, tema que, segundo ele, também deverá fazer parte de seu programa de governo.
