O governo dos Estados Unidos organiza o envio de dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de questionar a transparência e a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, a comitiva teria como objetivo se reunir com autoridades brasileiras e levantar questionamentos sobre a segurança e a integridade do sistema de votação às vésperas das eleições.
A delegação será formada por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Conhecido por promover pautas conservadoras em viagens internacionais e manter relações com grupos de direita, Samson já protagonizou atritos com diplomatas e políticos tradicionais em outras ocasiões.
O movimento ocorre poucos dias após o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentar informações contestadas em um encontro com embaixadores e questionar a integridade das urnas eletrônicas.
O cenário também remete às eleições de 2022, quando o então presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), levantou suspeitas sem comprovação sobre a segurança do sistema de votação.
Na ocasião, ele chegou a realizar uma reunião com embaixadores para afirmar, sem apresentar provas, que as urnas eletrônicas poderiam ser fraudadas. O episódio posteriormente resultou em uma condenação por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, levando-o a ficar inelegível.
