Trump afirma que se China e Rússia estivessem fornecendo armas ao Irã, ‘seria muito ruim para eles’

Patricia Calderon
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Donald Trump - Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que recebeu garantias da China e da Rússia de que nenhum dos dois países pretende fornecer armamentos ao Irã. Segundo ele, as conversas com os líderes Xi Jinping e Vladimir Putin reforçam sua avaliação de que Pequim e Moscou não estão participando da guerra no Oriente Médio, apesar da forte parceria econômica e estratégica que mantêm com Teerã. As declarações foram publicadas por Trump em suas redes sociais.

Ao comentar o assunto, Trump afirmou que recebeu compromissos diretos dos dois chefes de Estado. “O presidente Xi (Jinping, da China) disse-me que não daria nem venderia armas à República Islâmica do Irã sob nenhuma circunstância e essa declaração incluía empresas chinesas. Considerando nosso relacionamento, levo sua palavra a sério(…). Da mesma forma, o presidente (Vladimir) Putin, apesar da terrível guerra em curso na Ucrânia, disse-me que não venderia armas ao Irã”, escreveu.

Apesar de afirmar acreditar que os dois países estão fora da guerra, Trump advertiu que qualquer mudança de postura teria consequências. “Portanto, dois grandes países que as pessoas frequentemente mencionam em relação ao Irã, na minha opinião, não estão participando. Se participassem, seria muito ruim para eles”, declarou.

A manifestação do presidente norte-americano ocorreu dois dias após o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmar que a China tem demonstrado uma postura de cooperação com o Irã durante a crise no Oriente Médio.

Na ocasião, Rubio declarou: “Nada do que a China fez mudou a trajetória do conflito com o Irã, mas em alguns casos a China tem sido cooperativa com o Irã”.

Enquanto os confrontos prosseguem, tanto a China quanto a Rússia têm adotado uma postura de cautela, evitando demonstrar apoio direto a qualquer um dos lados ou interferir no conflito. Em maio, o governo chinês defendeu um “cessar-fogo completo” e pediu a reabertura do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”.

A posição foi apresentada após uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, durante visita oficial do representante do Irã a Pequim.

Mesmo mantendo um discurso de neutralidade em relação ao conflito, a China continua sendo um dos principais parceiros políticos e econômicos do Irã.

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